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Sul-africanos aprenderam hino do Brasil

Garotinhos sul-africanos aprenderam a cantar o hino do Brasil, na Copa de 2010. Foi o maior achado do autor do Verminosos por Futebol como correspondente

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Em 2010, o autor do Verminosos por Futebol foi correspondente na Copa do Mundo, pelo jornal O Povo. Foram 45 dias em busca de histórias como as que você lê neste site. A matéria sobre uma turma de sul-africanos que sabiam cantar o hino brasileiro foi o maior achado.

O sul-africano Jack Latilla-Campbell (2º da dir. pra esq.) e seus amigos, de 4 e 5 anos, aprenderam a cantar o hino do Brasil antes da Copa do Mundo de 2010 (Foto: Rafael Luis Azevedo)
Jack Latilla-Campbell (2º da dir. pra esq.) e seus amigos, de 4 e 5 anos, aprenderam a cantar o hino do Brasil em 2010 (Foto: Rafael Luis Azevedo)

Abaixo o texto original, publicado no último dia de cobertura no jornal O Povo, em 15/7/2010.

Cinco garotinhos, entre quatro e cinco anos, cantando, de forma perfeita, o hino brasileiro. Se a cena já seria encantadora no Brasil, imagine fora do País. Pois foi isso que O Povo encontrou, em Joanesburgo. Até poderiam se passar por brasileiros. Mas a pele branquinha e o sotaque inglês entregam logo: são sul-africanos.

Nem os pais deles acreditavam que seria possível. A proposta surgiu no colégio. Numa gincana tendo como mote a Copa, a turma da pré-escola foi dividida em seis grupos de 12 estudantes. Cada equipe teria um mês para aprender o hino de um país para ser cantado em uma exposição.

Coube a um grupo de meninos apaixonados por futebol aprender o hino do Brasil. O que foi possível apenas na escola, já que ninguém na família deles sabe falar português. “Eu queria ajudar, mas não podia. Ele aprendeu com a professora mesmo”, conta Celeste Latilla-Campbell, mãe de Jack, 4.

A escolha da professora para que ficassem com o Brasil reforçou ainda mais a paixão deles pelo futebol brasileiro. “O Brasil tem o melhor time”, diz Jack, meio tímido.

“Eu queria ajudar, mas não podia”. (Celeste Latilla-Campbell, mãe de Jack)

A pedido da reportagem, a mãe de Jack reuniu os amigos do filho e suas mães (Foto: Rafael Luis Azevedo)
A pedido da reportagem, a mãe de Jack (dir.) reuniu os amigos do filho (Foto: Rafael Luis Azevedo)

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Os garotos são capazes não apenas de cantar, mas também ensinar o hino que aprenderam. Tim Jordan, 5, ficou com o grupo do Brasil, enquanto o irmão mais novo Daniel, 4, com a Itália. Empolgados, um ensinou ao outro o hino de sua equipe. “Uma vez, torcedores os viram cantando o hino do Brasil e ficaram impressionados ao saberem que eram sul-africanos”, relembra a mãe, Kate Jordan.

Pintados pelas mães com bandeiras do Brasil e da África do Sul no rosto e vestidos com a camisa que ganharam para a gincana, eles se juntam como um time de futebol e cantam o hino, sem ajuda instrumental.

Esses pequenos sul-africanos, um achado do O Povo durante a cobertura da Copa, são exemplo de que, com força de vontade, tudo é possível. Mesmo tendo o inglês como idioma nativo e ainda sem saber ler eles aprenderam a fazer, em um mês, algo que muito brasileiro, depois de uma vida inteira, não é capaz.

“Torcedores os viram cantando o hino do Brasil e ficaram impressionados ao saberem que eram sul-africanos”. (Kate Jordan, mãe de Tim e Daniel)

O encontro com Jack Latilla-Campbell, casual, aconteceu durante matéria sobre o aquário de Durban, semelhante ao em construção em Fortaleza (Foto: Rafael Luis Azevedo)
O encontro com Jack Latilla-Campbell aconteceu durante matéria sobre o aquário de Durban (Foto: Rafael Luis Azevedo)

Ponto de vista:

Cidadão é como se chama, no O Povo, uma seção das mais importantes do jornal. O recurso é usado para humanizar as matérias, sobretudo as baseadas num discurso oficial ou na percepção do repórter.

Jack, um garoto sul-africano de quatro anos, seria um cidadão de matéria sobre o aquário de Durban, visitado pelo O Povo há quatro semanas. O escolhi aleatoriamente, porque achava que a matéria não poderia ter somente minhas impressões. Para um repórter, foi como ganhar na loteria.

Quando me apresentei como brasileiro, Jack passou a cantar o hino do Brasil, pronunciando corretamente as palavras. Foi de cair o queixo. O garoto, explicou a mãe, que estava ao lado, aprendera a canção numa gincana da escola. É lógico que Jack não se poderia se resumir a um pequeno texto.

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No dia seguinte, Fernando Graziani chegou a contar a história numa crônica. Mas ainda era preciso de uma matéria. Uma semana depois, após telefonema, conseguimos nos reencontrar na casa de Jack, agora junto de parte da turminha que também aprendeu o hino.

A intenção era publicar essa matéria no dia da final da Copa, com a presença do Brasil. Infelizmente, a seleção de Dunga não ajudou. Ficou então como despedida da cobertura na África do Sul.

Em um mês e meio, foram muitas demonstrações de paixão dos sul-africanos pelo Brasil. Porém, nada superou a incrível cena dos garotinhos cantando o hino brasileiro. Jack, que seria um simples cidadão, virou o maior achado da viagem.

Veja matéria da TV O Povo, de Ruy Lima, sobre os pequenos sul-africanos:

Na equipe de correspondentes do jornal O Povo estavam também Fernando Graziani (foto) e Ruy Lima (Foto: Ruy Lima)
Na equipe de correspondentes do O Povo estavam também Fernando Graziani (foto) e Ruy Lima

Clique no link e leia também:

Minhas-reliquias-sobre-a-Copa-do-Mundo-de-2010
www.verminososporfutebol.com.br/carrinho-de-compras/minhas-reliquias-da-copa-do-mundo-2010

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