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Filha de Barbosa acredita que 7×1 não apagou injustiça com seu pai

Tereza Borba, a única filha do goleiro Barbosa, reflete sobre a injustiça que o pai viveu após a Copa de 1950

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Barbosa foi responsabilizado pela derrota em casa na Copa de 1950 (Foto: Reprodução)
Barbosa foi responsabilizado pela derrota em casa na Copa de 1950 (Foto: Reprodução)

Antes do 7 a 1, o maior vexame da história da seleção brasileira foi a perda da final da Copa de 1950. Com a derrota por 2 a 1 para o Uruguai, o Brasil deixou escapar o título mundial diante de um Maracanã com quase 200 mil espectadores.

Apesar de ser um esporte coletivo, o fracasso recaiu nas costas de apenas um jogador, Moacir Barbosa, o goleiro daquela seleção brasileira. No gol da virada dos uruguaios, muitos responsabilizaram o jogador.

Apesar de ser um dos maiores goleiros da sua época e contar com 19 títulos em sua carreira, muito de sua glória foi renegada por conta da injustiça. Tereza Borba, sua filha, reflete sobre o que o pai sofreu após a Copa.

“O que predominou em 1950 foi o racismo, só culparam o meu pai. Ele foi bode expiatório da imprensa. Tudo isso por Barbosa ser negro e jogador do Vasco da Gama. O próprio Vasco sofreu perseguição por seu um clube de negros e operários”, analisa Tereza.

“O que predominou em 1950 foi o racismo, só culparam o meu pai. Ele foi bode expiatório da imprensa. Tudo isso por Barbosa ser negro e jogador do Vasco da Gama”. (Tereza Borba)

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7 a 1 em 2014

Em 2014, quando a Copa do Mundo foi sediada pela segunda vez em território brasileiro, outra derrota marcante. O Brasil perdeu na semifinal para a Alemanha, diante de um Mineirão lotado.

Muitos cogitaram que a goleada livraria o trauma de 1950, mas Tereza discorda. “Eu não acho que apagou nada. O 7 a 1 foi uma tristeza muito grande, mas eu acho que não mudou nada. Estou há 25 anos lutando pela memória do meu pai para as pessoas pararem de falar de 50”, comenta.

Memorial em casa

Apesar dos problemas que enfrentou em sua carreira futebolística, segundo sua filha, o goleiro não guardava mágoas e viveu uma vida bem feliz, até partir em 2000.

“Por tudo o que ele passou, não apontou o dedo para ninguém, superou todas as intempéries, de ser acusado por uma coisa que não foi culpa dele”, confidencia.

No próximo dia 8 de dezembro, será realizada uma live para levantar fundos para reformar um memorial que Tereza mantém em sua casa, com artigos da carreira de Barbosa.

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> Reportagem produzida por Yuri de Melo, com edição de Rafael Luis Azevedo, do Verminosos por Futebol.


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