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Luis Fernando Filho: O brasileiro que virou referência sobre futebol africano

Jornalista do Rio de Janeiro decidiu se especializar no futebol africano, que está fora dos holofotes no Brasil

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Luis Fernando mantém o canal África Mamba e o podcast Ponta de Lança (Foto: Acervo pessoal)
Luis Fernando mantém o canal África Mamba e o podcast Ponta de Lança (Foto: Acervo pessoal)

O brasileiro fã de futebol, em geral, acompanha os clubes nacionais e/ou o que acontece nas principais ligas da Europa. A ida de Cristiano Ronaldo e Neymar para a Arábia Saudita e de Messi para os Estados Unidos abriu um pouquinho mais o leque de interesse. Para o jornalista Luis Fernando Filho, porém, nada disso é sua prioridade.

O foco deste carioca de 27 anos é o futebol africano. E ele conhece tanto de clubes e seleções do continente que já virou referência no Brasil, ao ponto de chamar a atenção da CazéTV.

Como tudo começou

O interesse alternativo surgiu em 2010, após a Copa do Mundo da África do Sul. Hoje, o jornalista mantém o canal África Mamba, sobre o futebol africano, e o podcast Ponta de Lança, sobre geopolítica do continente.

Durante as Olimpíadas de Tóquio, em 2021, ele fez trabalhos para o Globoesporte.com, editando podcasts. E, neste mês, passou a fazer comentários para a CazéTV, em jogos das Eliminatórias Africanas para a Copa do Mundo de 2026.

Para Luis Fernando, a chegada do Marrocos às semifinais da Copa do Mundo de 2022 não foi surpresa.

“Senegal e Marrocos têm hoje os projetos que mais investem e levam a sério o futebol de seleções. Não à toa, têm chegado longe em Copas do Mundo e fazem muito bonito nos torneios de base e profissionais dentro do continente africano”, analisa o jornalista.

Em entrevista ao Verminosos por Futebol, Luis Fernando reflete sobre o atual estágio do futebol africano e sobre a cobertura da imprensa brasileira ao jogo no continente. Confira!

Para Luis Fernando, Senegal e Marrocos (foto) têm os projetos mais sólidos (Foto: Fifa.com)
Para Luis Fernando, Senegal e Marrocos (foto) têm os projetos mais sólidos (Foto: Fifa.com)

“Onde todo mundo fala sobre futebol, você precisa mostrar algo diferente”

Verminosos por FutebolComo começou seu interesse pelo futebol africano?
Luis Fernando Filho – Como quase todo moleque que nasceu no final dos anos 2000, a Copa do Mundo de 2010, o gol do Tshabalala e aquela Gana de Asamoah Gyan foram a primeira imagem forte que eu tive sobre o futebol africano. Sem dúvidas, a primeira Copa na África foi o começo de tudo.

VerminososQual o principal propósito no seu trabalho de cobertura do futebol no continente africano?
Luis – Trazer a África para mais perto de mim e das pessoas que se identificam com um propósito que não começou e nem vai terminar em mim. Eu sou apenas a continuação de outras pessoas e outras lutas aqui no Brasil ou continente africano. Sou parte do processo, fruto de quem me tornou livre.

VerminososNa sua opinião, a mídia nacional é competente ao falar do futebol africano?
Luis – Infelizmente, não. Primeiramente, porque não quer romper com estereótipos e é muito confortável em reproduzir apenas uma narrativa eurocêntrica. Por outro lado, somente o estudo e a renovação de profissionais capacitados são capazes de romper com a ignorância que não se remete a um veículo de comunicação, mas a toda a mídia nacional.

“(A imprensa brasileira) não quer romper com estereótipos e é muito confortável em reproduzir apenas uma narrativa eurocêntrica”. (Luis Fernando Filho)

VerminososO que falta para uma seleção africana conquistar uma Copa?
Luis – Um projeto cada vez mais consistente que abarque todo o futebol nacional. Dos clubes até técnicos e dirigentes. O país que estiver comprometido com reformas e adepto às modernizações que a indústria do futebol propõe vai triunfar. Será uma questão de tempo. O problema das seleções africanas nunca foi sobre o talento para jogar futebol.

VerminososAtualmente, quais países do continente africano se mostram promissores para se tornarem potências do futebol mundial?
Luis – Sem dúvidas, Senegal e Marrocos. Hoje, os projetos que mais investem e levam a sério o futebol de seleções. Não à toa, têm chegado longe em Copas do Mundo e fazem muito bonito nos torneios de base e profissionais dentro do continente africano.

VerminososComo você se informa sobre o futebol africano?
Luis – Normalmente, em perfis de jornalistas africanos e perfis sobre o futebol no continente disponibilizados no Twitter ou Instagram. E também por leituras em sites nacionais na África, como Angola, Senegal, Marrocos e etc.

VerminososExiste algum país do continente que você tenha um carinho maior?
Luis – Curiosamente ou não, gosto muito do Mali. Por ser uma seleção com estilo de jogo que me agrada e também pela história e contribuição histórica do Mali para o continente africano no geral. Desde 2022, também peguei apreço maior ao Marrocos e Senegal.

“Gosto muito do Mali. Por ser uma seleção com estilo de jogo que me agrada e também pela história para o continente africano no geral”. (Luis Fernando Filho)

VerminososE as ligas nacionais da África, quais você mais acompanha?
Luis – Acompanho bastante as ligas na África do Sul, Marrocos, Egito e Tanzânia. Países com cultura de futebol diferentes, mas que se complementam no espetáculo que é o futebol africano. Aprendo muito e me informei bastante a partir desses jogos.

VerminososNa sua opinião, quais os maiores jogadores do continente africano no momento?
Luis – Pergunta difícil, hein?! Gosto bastante do Sadio Mané, Salah, Hakimi e Victor Osimhen. Entre tantos outros, esses são nomes africanos que não podem faltar na minha lista. Se encontram noutro patamar do futebol africano. Porém, tem muitos nomes interessantes surgindo por aí também.

VerminososNa última edição da Copa do Mundo Feminina, podemos notar o avanço da categoria na África. Você entende que é um passo importante?
Luis – Com certeza. Como eu disse antes, o talento nunca foi problema no continente africano. No futebol feminino, as federações precisam evoluir muito ainda. Mas casos como Nigéria, Marrocos e África do Sul nos mostram que o mínimo de valorização e organização tornam as seleções africanas femininas de igual pra igual com as melhores do mundo. O futuro pode ser promissor. Depende de quem comanda os projetos esportivos.

VerminososPra quem está começando no jornalismo esportivo e pretende buscar pioneirismo em algum tipo de assunto, qual seu conselho?
Luis – Ser real ao seu propósito. Eu sou muito idealista nas coisas que faço. Pra mim, tudo tem um motivo e cada um tem a sua missão. Num mundo das massas você precisa buscar se diferenciar. Num contexto em que todo mundo fala sobre futebol, você precisa mostrar algo diferente. Isso é sobrevivência no mercado e na vida. No fim do dia, o que alimenta a continuidade do nosso trabalho é a nossa capacidade de sonhar e praticar a mudança que desejamos. Por muito tempo eu achei que as coberturas sobre seleções, clubes e jogadores africanos estavam equivocadas, então, eu fui lá e propus uma mudança. Pra mim, isso é a capacidade de sonhar e ser real a um propósito maior.

“Num mundo das massas você precisa buscar se diferenciar. Isso é sobrevivência no mercado e na vida”. (Luis Fernando Filho)

VerminososO continente africano é a prova viva que futebol e política se misturam. Qual sua opinião pra quem acha o contrário?
Luis – Estudar história. O continente africano, talvez, entre todos, seja o mais político. Tudo envolve história, lutas ancestrais e tradições milenares. É impossível falar sobre futebol na África e não envolver política e história. É, no mínimo, contraditório.

Serviço:

Instagram pessoal

Canal África Mamba
Podcast Ponta de Lança


> Reportagem produzida por Yuri de Melo, com edição de Rafael Luis Azevedo, do Verminosos por Futebol.


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