Papo sério

Os 500 do Twitter: A “nova” torcida que pode influenciar seu clube

Em artigo, Amaury F. Portugal Neto reflete sobre o fenômeno digital que impacta nos clubes de futebol

São vários os perfis que caracterizam os “500” de cada time (Foto: Reprodução)
São vários os perfis que caracterizam os “500” de cada time (Foto: Reprodução)

Por Amaury F. Portugal Neto

Tendemos a achar que os 500 perfis mais influentes do seu time no Twitter são, por amostragem, toda a torcida do seu time. Afirmo que não é verdade, porém temos aqui uma novidade. Pesquisando a fundo as relações e interações destes perfis, tiramos algumas ideias e insights dos mesmos.

São vários os perfis que caracterizam os “500”: os de torcida organizada, os que criam e carregam hashtags, os que administram perfis não oficiais do clube (milgrau, out of context, cavalinho…), os que trocam de nome a cada novo jogador contratado, os que são torcedores colunistas de jornais ou portais, os fakes do presidente, do jogador do seu clube, os que se organizam pra “zoar” o clube rival, os que são donos de podcasts, de portais e canais do Youtube dedicados ao clube e etc… São muitos.

24 horas por dia

Esses perfis vivem o clube diariamente e, em vários casos, fazem isso 24 horas por dia nos grupos de Whatsapp, participam em média de seis a 10 grupos. Nesses grupos, devido à enormidade de assuntos abordados, confirma-se aquele ditado “Quem fala demais dá bom dia a cavalo”.

Infinitos debates com assuntos, relevantes ou não, sobre o clube do coração são travados diariamente e vão desde queixas a radialistas folclóricos, passando pelas críticas a ações de marketing e publicidade da diretoria, a qualidade da equipe e treinador, treinos, entrevistas, vida pessoal dos jogadores e dirigentes. Absolutamente tudo é tratado. Eles criaram um novo jeito de torcer e fazem parte do que chamamos de opinião pública.

Influência aos demais

Esses 500 fazem parte e influenciam os 15 mil fanáticos que em média (somando estadual, regional e Brasileirão) vão a todos os jogos do seu time, consomem mensalmente seus produtos licenciados e contribuem financeiramente de forma mais direta, sendo sócios torcedores do clube, e que não são toda a torcida, mas de cara é a torcida que faz a diferença.

A grande maioria da torcida do seu clube tem relação esporádica com futebol, como boa parte da torcida brasileira. Em boa parte do Brasil acaba sendo “mista”, torcendo também para outro clube que não de sua cidade, geralmente times do Rio e/ou de São Paulo, pertencem à classe C e D e apenas uma pequena parte dela, 40 mil em média, só vão aos estádios em jogos bons e decisivos.

Boa parte dela ainda forma opinião através de rádio e TV aberta, uma vez por dia, e são os mesmos que ainda sustentam com audiência os radialistas folclóricos do rádio da sua cidade.

Oportunidade para os clubes

O grande desafio da gestão de marketing dos clubes de futebol hoje é entender essa nova forma de torcer, além de saber interpretar os anseios desses torcedores, afim de geri-los melhor. O melhor dos mundos seria tê-los ao seu lado.

Para tanto, formas de interação devem ser criadas considerando o dia a dia e a intensidade com que os mesmos tratam do seu time do coração. Se os clubes buscam novas receitas e fontes de renda com seus torcedores, melhor canal não existe.

> Amaury F. Portugal Neto é doutorando em Administração, consultor de marketing e educador.

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