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Inglês tem 1 milhão de programas de jogo

Os programas de jogo, na Inglaterra, são uma tradição tão antiga quanto o próprio futebol. Confeccionados por clubes desde o […]

Steve Earl fez do hobby um negócio, em 1970. Por isso, todo o acervo que hoje conta com 1 milhão de programas de jogo está à venda (Foto: Andy Darnell/Beccles & Bungay Journal)
Steve Earl fez do hobby um negócio, em 1970 (Foto: Andy Darnell/Beccles & Bungay Journal)

Os programas de jogo, na Inglaterra, são uma tradição tão antiga quanto o próprio futebol. Confeccionados por clubes desde o século 19, eles apresentam informações antes das partidas. Apesar dos inúmeros colecionadores pelo país, possivelmente ninguém tem um acervo tão incrível quanto o de Steve Earl. Ao todo, são por volta de 1 milhão!

Sua coleção começou em 1962. E, desde 1970, o inglês se dedica integralmente ao hobby, fazendo dele um negócio. Por isso, todo o acervo está disponível para venda, de cerca de 50 mil times. Em certo momento, ele chegou a ter em estoque 5 milhões de publicações. “Provavelmente sou o vendedor mais antigo da Inglaterra”, arrisca Steve, de 64 anos.

O negócio leva seu nome – Steve Earl Football Programmes – e tem sede em Bungay, a 200 km de Londres. Graças à internet, o colecionador ficou conhecido bem além da Inglaterra. “Diariamente, envio pacotes para o mundo todo, dos Estados Unidos a Austrália. São milhares de programas de jogo por mês”, relata o torcedor do Norwich City, de cidade vizinha.

A empresa Steve Earl Football Programmes tem sede em Bungay, cidade localizada a 200 km de Londres, e está presente na internet (Foto: Reprodução Google Street View)
A empresa de Steve Earl tem sede em Bungay, a 200 km de Londres (Foto: Reprodução Google Street View)

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Os programas de jogo, produzidos para duelos de liga e copa, além de amistosos comemorativos, costumam ser vendidos pelos clubes por preço de 3 a 3,50 libras (R$ 14 a R$ 17). Em partidas internacionais ou decisões de campeonato, variam de 5 a 10 libras (R$ 24 a R$ 48). “No passado, eles custavam alguns centavos”, conta Steve.

O aumento de preço se justifica. Se no século 19 os programas de jogo eram impressos numa folha simples, na metade do século 20 já eram compostos por 16 a 32 páginas e, atualmente, atingem 64 a 96 páginas. Mais volume do que uma edição da revista Placar, a publicação de futebol mais tradicional do Brasil.

No acervo de Steve, o programa de jogo mais antigo em estoque é da semifinal da Copa da Inglaterra de 1920, entre Bristol City e Huddersfield. Não necessariamente o mais caro. O colecionador já faturou uma boa grana por um livreto da final da Copa do Mundo de 1930, entre Argentina e Uruguai. Não caia para trás: 10 mil libras (R$ 48 mil). Que beleza!

Steve Earl Football Programmes
steveearl@footballprogs.co.uk
www.footballprogs.co.uk
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