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Corinthians e Palmeiras se uniram 4 vezes

Se Corinthians e Palmeiras são hoje como água e óleo, no passado já foi bem diferente

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Se Corinthians e Palmeiras são hoje como água e óleo, num passado (não tão distante) foi bem diferente. Em quatro ocasiões, estiveram lado a lado, não como adversários, mas no mesmo lado do campo. Sob uma mesma camisa, e com as torcidas num só grito. Nesses quatro jogos, o combinado mostrou que, unidos, eles são ainda mais fortes.

Os amistosos, impensáveis na forte rivalidade atual, ocorreram nos anos de 1917, 1929, 1930 e, acredite se quiser, 1992. Dias tão insólitos que, mesmo o último jogo tendo sido há pouco tempo, parecem ter caído no esquecimento. Dos clubes, das torcidas e da imprensa.

Por ironia, esse último encontro, promovido com o nome de Jogo da Paz, marcou o fim de qualquer cordialidade entre os rivais. Meses depois, se enfrentavam na final do Campeonato Paulista de 1993, disputa tumultuada com direito ao gol “Porco” de Viola na primeira partida.

Passadas duas décadas, talvez seja mais fácil unir judeus e palestinos a promover novamente um combinado entre corintianos e palestrinos (desculpe o trocadilho… palmeirenses).

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JOGO 1 – 12/10/1917 (sexta)Corinthians-Palestra Itália 2×0 Paulistano

Cinco meses depois do primeiro jogo entre eles, os imigrantes italianos e espanhóis do Corinthians e italianos do Palestra fizeram um amistoso contra o Paulistano. O adversário era o atual bicampeão paulista, e se tornaria o único tetra nos anos seguintes. Mesmo com Friendenreich, maior craque da época, o Paulistano não foi páreo para o combinado.

(*) O Verminosos por Futebol não conseguiu apurar o uniforme usado pelo combinado.

Local: Campo da Floresta, São Paulo. Árbitro: Odilon Penteado.
Gols: Américo (20min 1ºT) e Apparício (35min 1ºT).
Corinthians-Palestra: Fiosi (PI); Grimaldi (PI) e Casimiro González (C); Ciasca (C), Bianco (PI) e Luiz Fabbi (PI); Américo (C), Ministro (PI), Heitor (PI), Apparício (C) e Severino (PI).
Paulistano: Cunha Bueno; Carlito e Orlando; Sérgio, Gulio e Madureira; Agnello, Mário Seixas, Friedenreich, Mariano e Ulbrich.

JOGO 2 – 17/2/1929 (domingo) – Corinthians-Palestra Itália 5×0 Sírio

O jogo foi basicamente um jogo-treino da seleção paulista, já que o uniforme contou com camisa vermelha e um dos atletas foi emprestado pelo próprio Sírio, o centroavante Petronilho. Uma semana depois, com praticamente esse mesmo time, a seleção paulista empatou em 2 a 2 contra o Rampla Juniors, do Uruguai, em São Januário.

Local: Parque Antarctica. Árbitro: Ioschiavo.
Gols: Rato (2), Petronilho e Heitor, no 1ºT, e De Maria, no 2ºT.
Corinthians-Palestra: Rabelo (PI); Grané (C) e Del Debbio (C); Nerino (C), Gogliardo (PI) e Serafini (PI); Ministrinho (PI), Heitor (PI), Petronilho (convidado do Sírio), Rato (C) e De Maria (C).
Sírio: Canhoto (Nascimento, no intervalo); Raphael e Padula; Arthur, Argentino e Feliciano; Caetano, Sancho, Alberto, Chiquinho e Farat.

Classico
Registro de um clássico entre as equipes paulistas na década de 1920 (Foto: Divulgação)

JOGO 3 – 30/1/1930 (quinta) – Corinthians-Palestra Itália 5×2 Tucumán (Argentina)

Com o fim do futebol do Paulistano, o combinado foi a opção para o jogo contra os argentinos. Dessa vez, optou-se pela camisa verde do Palestra e o calção preto do Corinthians. Friendenrech, que negociava com o São Paulo da Floresta, fundado cinco dias antes, reforçou o combinado. Com a polarização entre os rivais, demorou para que eles voltassem a se unir.

Local: Parque Antarctica. Árbitro: Luiz Mattoso “Feitiço”.
Gols: Heitor (12min 1ºT), Martinez (contra, 20min 1ºT); Heitor (5min 2ºT), Jara (8min 2ºT), Ministrinho (9min 2ºT), Maidana (18min 2ºT) e Heitor (40min 2ºT).
Corinthians-Palestra: Tuffy (C); Grané (C) e Del Debbio (C); Pepe (PI), Gogliardo (PI) e Serafini (PI); Ministrinho (PI), Heitor (PI), Friedenreich (convidado do São Paulo da Floresta), Rato (C) e De Maria (C).
Tucuman: Sanchez; Alberti e Martinez; Ibanez, Ferreyra e Pacco; Jara, Rivarola, Maidana, Albernoz e Ruiz.

JOGO 4 – 23/1/1992 (quinta) – Flamengo-Vasco 1×2 Corinthians-Palmeiras

O combinado só foi formado novamente 62 anos depois, meio século depois da mudança de Palestra Itália para Palmeiras. O mérito foi da Brahma, que promoveu um duelo contra combinado de Flamengo e Vasco, no Maracanã. No 1º tempo, foram usados os uniformes de Corinthians e Flamengo, no 2º tempo de Palmeiras e Vasco.

Cada clube recebeu 12 mil dólares (é isso mesmo!) para emprestar seus jogadores. E cada atleta ganhou 830 dólares. Neto, Betinho, Júnior e Bebeto, as estrelas, ficaram com o dobro. Outros tempos? Pois saiba que ninguém quis ficar com a taça. Abandonada, ela acabou com Evair, que a guardou como recordação.

Local: Maracanã. Árbitro: José Aparecido de Oliveira.
Gols: Paulo Sérgio (34min 1ºT); Tupãzinho (14min 2ºT) e Bebeto (40min 2ºT).
Flamengo-Vasco: Gilmar Rinaldi; Luís Carlos Winck (Uidemar), Gotardo (Jorge Luís), Alexandre Torres e Eduardo (Piá); Charles Guerreiro, Júnior (Geovani), William e Zinho; Bebeto e Gaúcho (Sorato). Técnico: Zagallo.
Corinthians-Palmeiras: Carlos (P) (Ronaldo, C); Giba (C), Marcelo Djian (C), Guinei (C) e Dida (P) (Odair, P, depois Toninho, P); Cesar Sampaio (P), Wilson Mano (C) (Erasmo, P), Neto (C) (Tupãzinho, C) e Edu Marangon (P); Evair (P) e Paulo Sérgio (C). Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Corinthians-Palmeiras (1)
Pelo dinheiro que receberam, será que Neto e Júnior gostam de ver essas fotos? (Foto: Divulgação)

Relembre o amistoso de 1992:

Clique no link e leia também:

O-dia-em-que-Ceara-e-Fortaleza-se-uniram
www.verminososporfutebol.com.br/viagem-no-tempo/o-dia-em-que-ceara-e-fortaleza-se-uniram

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