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O dia em que um árbitro marcou gol

José de Assis Aragão entrou para a história do futebol como o “juiz-artilheiro”

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José de Assis Aragão marcou gol do empate do Palmeiras contra Santos, em 1983 (Fotos: Divulgação)

Quem marca três gols ganha direito a pedir música no Fantástico. No passado, o gol mais bonito do fim de semana garantia menção especial no programa. Privilégio de muitos craques, mas também de um árbitro: José de Assis Aragão, que entrou para a história do futebol como o “juiz-artilheiro”.

No dia 9 de outubro de 1983, ele decidiu um clássico do Campeonato Paulista, ao assegurar o empate em 2 a 2 para o Palmeiras contra o Santos. Aos 46 minutos do 2º tempo, um chute do meia Jorginho que ia para fora bateu em Aragão. Mal posicionado, ele fez com que a bola desviasse sua trajetória e entrasse no gol.

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O gol do juiz-artilheiro mereceu capa da revista Placar. É mole?

O jogo acabou no lance seguinte. O técnico do Santos, Formiga, nem esperou pelo apito final para deixar o campo. Já o treinador do Palmeiras, Rubens Minelli, ironizou a situação e agradeceu pelo “belíssimo gol”.

Em 25 anos de carreira, foram muitas confusões como essa. Duas das três finais de Brasileirão que apitou foram contestadas. Em 1980, ele expulsou três jogadores do Atlético-MG, facilitando a vida do Flamengo. Em 1986, não assinalou um pênalti duvidoso sobre o Guarani, favorecendo o São Paulo.

“A bola bateu em mim e entrou no gol, paciência. Não tenho culpa”. (José de Assis Aragão)

Dono de corpanzil de 1,87m, Aragão não tinha medo de briga. Em 1987, ano em que também apitou a final do Brasileirão, ele ameaçou bater em Milton Neves, no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta. Depois de pendurar as chuteiras, em 1989, foi ainda administrador do estádio do Pacaembu, tendo sido afastado por acusação de má gestão.

Nenhuma dessas manchas superaram o gol marcado 30 anos atrás. Na sequência daquele Paulistão, Palmeiras e Santos acabaram eliminados por Corinthians e São Paulo, respectivamente, nas semifinais. Pouca gente lembra quem foi o campeão (o Timão), mas quem viveu aquela época não esquece do gol incrivelmente bizarro.

Ficha técnica:

Santos 2×2 Palmeiras

Santos: Marola; Betão, Márcio, Toninho Carlos e Paulo Róbson; Dema, Paulo Isidoro e Pita; Lino, Serginho Chulapa e João Paulo. Técnico: Chico Formiga

Palmeiras: João Marcos; Silmar, Luis Pereira, Vágner e Carlão; Rocha, Jorginho e Aragonês (Hélio); Capitão, Baltazar e Carlos Henrique (Carlos Alberto Borges). Técnico: Rubens Minelli

Data: 9 de outubro de 1983
Local: Morumbi, em São Paulo
Competição: Campeonato Paulista
Público total: 37.519
Renda: Cr$ 28.627.400
Árbitro: José de Assis Aragão
Cartões amarelos: Márcio, Serginho, Vágner e Carlão
Gols: Paulo Isidoro (14min 1ºT) e Lino (41min 2ºT); Capitão (37min 2ºT) e Jorginho (46min 2ºT)[/toggle]

Matéria da TV Globo sobre o jogo:

2 respostas para “O dia em que um árbitro marcou gol”

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