Deu a louca

Menor país do mundo, Sealand leva 1ª taça

Muitos que leram o post dos 10 times mais loucos do mundo, em agosto, se impressionaram com a existência de […]

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Acima, o pequeno território de Sealand. Abaixo, a seleção no dia da estreia, em maio de 2012 (Fotos: Divulgação)

Muitos que leram o post dos 10 times mais loucos do mundo, em agosto, se impressionaram com a existência de um país com só quatro habitantes. Mais ainda em saber que essa nação possui uma seleção de futebol. Pois a equipe do Principado de Sealand acaba de conquistar seu primeiro título, apenas três meses depois de sua estreia.

Antes é preciso voltar no tempo. Sealand foi fundada em 1967 pelo ex-major do exército britânico Paddy Roy Bates. Sua base é uma plataforma abandonada no oceano, a 11 km da costa sudeste da Inglaterra, em região fora do controle do Reino Unido.

Bem informado sobre direito internacional, Bates decretou independência de seu reino lançando uma constituição, bandeira, hino e moeda. Apesar disso, o país não é reconhecido como Estado independente pela Organização das Nações Unidas (ONU).

É aí que entra o futebol. A intenção do príncipe-regente Michael, filho de Bates, é usar o esporte para defender a causa do país. E a meta é filiá-lo à Federação Internacional de Futebol (Fifa) – por enquanto, a única entidade a aceitá-lo foi a NF-Board, criada em 2003 por micronações e estados não-reconhecidos oficialmente.

À frente do projeto está o jornalista escocês Neil Forsyth, de 34 anos, nomeado presidente da federação do país. Uma seleção foi recrutada entre jogadores amadores britânicos. No primeiro jogo, derrota por 3 a 1 para as Ilhas Chagos, ligadas ao Reino Unido, em maio. Apesar disso, foram muitas as manchetes em todo o mundo.

A seleção de Sealand nunca joga em casa. Como seu território se resume a uma rua e um heliponto, com 550 metros quadrados de área (menos que o apartamento de alguns ricaços brasileiros), o mando das partidas é na Inglaterra. Claro, o campo precisa estar em terra firme.

No dia 25 de agosto, Sealand conquistou nos pênaltis a Bavaria Cup, em jogo contra a ilha de Alderney. “Ficamos extremamente felizes de conquistar nosso primeiro título e deixar a população de Sealand orgulhosa”, disse Forsyth, que além de dirigente é atacante na equipe, ao iG. População que, vale repetir, é de quatro habitantes.

Com recursos “humanos” tão parcos, Sealand continua à procura de reforços para sua seleção. Quem estiver interessado em se candidatar, é só mandar o currículo para o site do Principado. Vai encarar?


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