Deu a louca

Torcedor tem 100 camisas da Chapecoense

Quando vai a jogos da Chapecoense, Marcelo Dávi leva uma sacolinha com várias camisas atuais do clube. A cada torcedor […]

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Marcelo Dávi tem a maior coleção de camisas da sensação da Série B de 2013 (Foto: RedeComSC)

Quando vai a jogos da Chapecoense, Marcelo Dávi leva uma sacolinha com várias camisas atuais do clube. A cada torcedor com uma blusa antiga, ele propõe o escambo na arquibancada mesmo. Com loucuras assim, o colecionador chegou a marca de 100 modelos diferentes do time. “Meu recorde foi seis trocas num só jogo. Deu sorte de baterem os tamanhos”, diverte-se.

Administrador de loja de esportes, Marcelo Dávi, 32 anos, possui o maior acervo de camisas da Chapecoense, sensação do início da Série B do Campeonato Brasileiro de 2013. Ele é conhecido entre a torcida alviverde por fazer de tudo para conseguir camisas do clube, fundado em 1973. Destas quatro décadas, faltam apenas 25 modelos para completar a coleção.

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Torcedor e colecionador de artigos da Chapecoense desde pequeno, Marcelo Dávi já promoveu três exposições de camisas da história do clube (Fotos: Divulgação)

A busca pelas camisas começou em 2010, quando o time foi rebaixado no Catarinense. A ideia era promover uma exposição para elevar a auto-estima da torcida. Quinze peças eram de Marcelo, torcedor desde pequeno. Com aquisições e empréstimos, o evento começou com 50, terminou com 70 e virou tradição em Chapecó. “Já foram três edições”.

Essa caçada não é nada fácil, pois na primeira década do clube só havia camisas de jogo. Por isso, a ajuda de ex-jogadores e dirigentes é essencial. “De 1985 para cá, tenho todas as verdes e faltam duas brancas, enquanto de 1973 a 1984 são apenas duas verdes”, conta Marcelo, dono de uma relíquia de 1975.

De 1985 para cá, tenho todas as verdes e faltam duas brancas, enquanto de 1973 a 1984 são apenas duas verdes”. Marcelo Dávi, colecionador de camisas da Chapecoense

Em 2010, a Chapecoense chamou a atenção da Umbro, que passou a fabricar as camisas do time. Mas, segundo Marcelo, a multinacional desagrada os torcedores, por conta de atrasos de até quatro meses na entrega de material para o clube e para as lojas. “As camisas da Pierry Sports, Rudély e Placar foram as mais legais. Tinham mais a cara do time”, opina.

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As exposições de camisas receberam apoio da torcida da Chapecoense, que reuniu modelos diversos dos 40 anos. Na coleção de Marcelo Dávi, faltam apenas 25

Apesar disso, o clube vive um grande momento desde o tempo em que passou a vestir a marca inglesa. Em 2010, a Chapecoense evitou a queda com o licenciamento do Atlético de Ibirama. Em 2011, foi campeão catarinense. Em 2012, conquistou o acesso à Série B. E, em 2013, mostra ser um dos favoritos a chegar à Série A. “A torcida está muito confiante”.

Essa boa fase está combatendo a cultura dos “mistos” no futebol local, onde muitos são torcedores de times gaúchos. “A colonização foi muito forte. Os que vieram de lá ainda torcem para dois clubes, mas os jovens estão mudando isso”, relata Marcelo. Esse colecionador é um dos que mais contribuem para isso.

A colonização foi muito forte. Os que vieram de lá ainda torcem para dois clubes (catarinenses e gaúchos), mas os jovens estão mudando isso”. Marcelo Dávi

Camisas-do-Chapecoense-4Nome: Associação Chapecoense de Futebol
Fundação: 10/5/1973
Estádio: Arena Condá (15.000 lugares), em Chapecó-SC
Títulos: Catarinense de 1977, 1996, 2007 e 2011, Copa Santa Catarina de 2006, além dos 3º lugares na Série D de 2009 e Série C de 2012

Confira matéria de TV sobre a exposição de Marcelo Dávi:


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